terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2009

2009 foi um ano difícil, de muito trabalho e esforço, mas de sorte e de muitas descobertas também. Apesar do sofrimento da graduação, que está bem próxima, descobri que este ano foi positivo!
Minha vida cultural progrediu, com companhias que se tornaram indispensáveis, Alice e Rafael, meus grandes amores, que cuidam de mim e eu quero cuidar de vocês! Eu descobri que a Wendy e a Renata são minha sintonia e me fazem rir e isso basta, isso é tudo de bom que alguém pode fazer por você! Eu entendi que tem pessoas que mesmo meio ausentes, como a Dalinha, por exemplo, são pessoas que eu sempre quero por perto. É sempre um prazer saber que a Dalinha, o Kaue, o Bryan e o Vi (que passou na EAD, uhuLL) vão aparecer nos nossos encontros! Descobri que tem pessoas que realmente gostam de mim e que torcem por mim de verdade, como meu amigo Jean. Pude confirmar que não vivo sem a Camilla e a Rafaela minhas amigas eternas, as que eu selecionei e fui selecionada desde a época do colégio até hoje. Entendi cada vez mais que as minhas irritações e meus momentos mal resolvidos nem sempre são culpa da minha família, muitas vezes são coisas que eu criei, portanto não se deve descontar me seus familiares suas angústias. Descobri que tem pessoas que se interessam pelo o que eu escrevo e pela minha vida, minha carreira. É muito bom compartilhar coisas boas com meus 'novos' amigos do twitter, do orkut da Thereza e leitores aqui do blog. Eu não estou sozinha! Pude concluir que é muito bom ter um lar, é o lugar que sempre estará lá me esperando, eu sei que tenho um porto seguro. Eu entendi que as únicas pessoas com que você pode realmente contar é a sua família, no meu caso, meus pais e minha irmã, que me ensinam todos os dias a valorizar a vida e as pessoas que convivem com você. Pude compreender também o que é ter outra família, pois o 'Tudo que é sólido' formou uma família grande que está espalhada por aí, um deles nos deixou pra alegrar um outro mundo: Querido Ivan, nosso mestre, que deixa saudade e só momentos bons em nossas lembranças.
E a vida é feita disso, de momentos bons e o que queremos é ser lembrados assim. E é por isso que este ano eu consegui em um dado momento só lembrar das coisas incríveis que passei com o Rodrigo e o quanto eu sinto saudade de tudo que vivemos, e o quanto eu o amo!
Este ano minha vida cultural trouxe reflexões à tona, muitas conclusões e me ajudou mais que nunca a compreender as dores da vida e também a saborear os momentos prazerosos que nos são oferecidos.
Eu descobri também que nossas atitudes só dependem de nós mesmos. E que não devemos esperar que as pessoas nos alertem sempre, ou que nos digam o que temos que fazer, porque muitas vezes o que elas querem mesmo é ver o circo pegar fogo, mesmo que você esteja dentro. Então, saiba dizer sim e saiba dizer não!

Este ano eu entendi que tudo pode acontecer, que tudo muda, afinal o mundo é redondo, ele gira! (yes!) Então tudo é possível! É por isso que eu sonho mesmo e eu planejo muito, porque são os planos e as realizações que me movem!


Eu prometo que em 2010 farei o possível para não julgar antecipadamente as pessoas e nem forçá-las a pensar como eu penso. Promento também ouvir mais e falar menos (o que será um desafio pra mim).

Adeus 2009 (que eu achava que tinha sido um ano péssimo. Foi só um equívoco da minha parte) e FELIZ 2010 pra todos, de verdade, que tudo se REALIZE!

Mayara.

comercial internacional - yaz

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

eles.

- não olha assim pra mim.

- assim como?

- assim... como se eu pudesse resolver todos os seus problemas.

- você pode.

- não posso. eu tenho os meus.

- não tem problema.

- eu não quero.

- eu queria tanto...

- eu sei, mas eu to bem assim.

- está bem.

- preciso ir.

- está bem.

eu.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

'AS AMIGÁ'



AMO,
porque tenho a sensação de que não acharei igual em nenhum lugar do mundo!

regina spektor - on the radio

This is how it works It feels a little worse Then when we drove our herse Right through that screaming crowd While laughing up a storm Until we were just bound Until it got so warm That none of us could sleep And all the styrafome Began to melt away we tried to find some worms To aid in the decay But None of them were home in the sad catacomb a million ancient bees began to sting our knees While we were on our knees praying that disease would leave the ones we love and never come again On the radio we heard November Rain that solo's really long but its a pretty sound we listened to it twice 'cuz the DJ was asleep this is how it works you're young until you're not you love until you don't you try until you can't you laugh until you cry you cry until you laugh and everyone must breath until their dying breathenow, this is how it works you peer inside yourself you take the things you like and try to love the things you took and then you take that love you make and stick it into some - someone else's heart pumping someone else's blood and walk in arm and arm you hope you don't get harmed but even if it does you just do it all again. On the radio, you'll hear November Rain that solo's awful long bit it's a good refrain you'll listen to it twice 'cuz the DJ is asleep on the radio on the radio on the radio uh oh! on the radio uh oh! on the radio uh oh!

Porque as letras dela são lindas lindas e encaixam perfeitamente em minha vida!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Carne e Osso

'Antes de ter uma pane
eu vou te dar uma pista
do que deu na vista
e tem sobrenome
isso que é enorme
e que tem mil implicações

Diante dos seus olhos rasos
e dos meus, insones
o que se apresenta
e que rouba a fome
é o amor em carne, osso
e derivações.'

Trecho bem pequeno da nova música de Vinícius Calderoni:

http://www.viniciuscalderoni.com.br/

O Vini, uma pesssoa incrível e de talento nato, está no música de bolso também.

Vini, melhor que me deparar com suas letras é ouvir sua voz que dança e desenha cada palavra, cada rima e múltiplos sentimentos dentro de nós.

Beijo grande! ;)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Para os Leitores...

'Meus' leitores, quero agradecer novamente o carinho de vocês!
Muito obrigada pelas palavras de incentivo e pela generosidade em me mandar links de música, poesias, filmes, etc.
Quero deixar claro que leio tudo, inclusive os comentários, que são aceitos, porém muitas vezes não aparecem aqui na página. Preciso dizer que fica meio inviável eu responder todas as perguntas por aqui, até porque o blog é mais um espaço para eu me expressar e não quero viciá-lo em perguntas e respostas, portanto quem quiser tirar alguma dúvida ou mesmo falar alguma coisa para ter uma resposta mais imediata, é só falar comigo via twitter, ok? Aqui eu entro menos, espero a inspiração chegar ou passo pra registrar algumas coisas rapidamente. É isso. ;)

Um beijo grande em todos!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

verdade maior

" O senhor... mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."
Grande sertão: Veredas
Guimarães Rosa

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

s i m

talvez seja melhor ficar em casa, mas eu não sei não sair e dizer não, e eu não sei o motivo da negação que me ronda nesse momento e que, na verdade, só me faz aceitar tudo o que vem. nada tem tanta graça, a volta pra casa é sempre igual. meu carro é um ambiente solitário, ninguém volta comigo, ninguém está pra esses lados, mas eu volto pra não prolongar essa espera.

eu não gosto, eu não sou assim, eu não fiz isso, eu não quero estar aqui, eu não consegui, eu não estou satisfeita, eu não sou legal, eu não fui mais nadar, eu não quero ser ingrata, eu não sei abrir as latas, eu não estou tranquila, eu não quero o pior, eu não espero o melhor, eu não quero ser agressiva, eu não quero que você me acolha, eu não gosto de compaixão, eu não paro de lavar as mãos, eu não quero terminar meus livros, eu não almejo o impossível e eu não desejo pra não anular a possibilidade de alguma coisa acontecer,

eu não vejo mais você.

[eu]

ela quer se despedir.

seus pés correm todos os dias de uma vida corrida, é a rotina. aquela moça não anda de saia, não sai à deriva, ela não quer nada que esteja por essas terras. soube, que faz um tempo, ela quer se despedir.
são ruas bem largas, e lhe parece que seu destino é sempre no fim de uma rua dessas. - larga de mim tempo grudento! - pois ela fez amizade e agora não quer conversa! ela se fecha e se dobra e retoca a pele que já não é mais tão nova. pra quem ela se veste?
hoje não tem ninguém na casa, só ela, só. aí fica tudo no seu tempo e o som, ela quem inventa. por alguns minutos a moça sente que é esquecida. - será que neste momento tem alguém sentindo a minha falta? - dizem que mesmo que ninguém que você conheça sinta a sua falta, tem sempre alguém sentindo falta de alguém como você, e é bom saber que um desconhecido percebe a sua ausência e precisa de você. então agora ela só quer desconhecidos - eu corto da lista tudo o que me conhece!
toda noite ela inventa novos planos e sai viajando por aí. já conheceu onde vai morar, as ruas que vai treinar fotos com sua nova câmera fotográfica e se imagina com o cabelo assim bem comprido, daquele jeito que as mães não gostam e logo cortam antes de eles tentarem ficar bonitos. quando você está em outro lugar você pode fazer coisas como deixar seu cabelo crescer até a cintura, por exemplo. você pode ser outra pessoa, essa é a ideia.
ela sempre tem ideias renovavéis, porque agora ela sonha mesmo em fazer um piercing, ou quem sabe, virar vegetariana tranquilamente. a moça não quer mais saber de encontrar as mesmas pessoas e quer fingir que pertence a um outro lugar, é que quando ela está viajando ela finge que faz parte daquela história.

então hoje, assim que a lua se exibir, a moça fecha sua janela e vai dormir tranquilamente:

- pronto lua, o trabalho agora é seu. você cuida do que é meu?

e a voz da lua diz que sim.
[eu]

.

"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto." Evangelho segundo João, 12:24[29]

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

f i m .

(ele)

Uma mão masculina termina de escrever uma carta, ele a dobra e a coloca em um envelope. Seus dedos selam, com sua saliva da manhã, o papel seco e sem gosto. A carta é enviada.

(ela)

no final dos filmes (créditos) no término de um bom espetáculo (palmas) no final do ano (fogos de artifício) e quando acabo o almoço (soneca) quando o jogo acaba (gritos) e quando a viagem termina (estrada) se acaba a sobremesa eu (raspo) e se chega o fim do dia, mamãe fecha as (janelas) se acaba a luz (velas) e quando a festinha termina (vassoura) se meu shampoo está no fim (mais água) e se eu fecho a torneira (goteira) se meu riso acaba eu (repito) e se minhas lágrimas secam (gemidos) no último capítulo da novela (casamento) e se sou despedida (desemprego) quando meu livro acaba não sei muito bem o que fazer, fico desnorteada, deve ser o poder da palavra ou o medo de perder a sensação de sempre poder virar a página.

Eu sei dar fim pra tudo, porque sei que tudo tem seu fim.

Hoje eu tenho um fim olhando pra mim, em forma de palavras. Ele quer que eu aceite, quer que eu faça alguma coisa, que eu diga sim.
(Mas) eu não digo nada.




[eu]
obs: não posso deixar de agradecer os comentários de todos, sempre carinhosos e atentos ao que me proponho a compartilhar. muito obrigada, de coração! ;)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

eu te escrevo

encabulada que sou te escrevo, porque temo olhar suas reações e prefiro imaginar você me lendo. te escrevo porque me falta coragem de dizer e porque sei, que no meio de uma fala ou de outra, minhas emoções vão aparecer. não posso me entregar e por isso te escrevo. dizem que cartas são para românticos, mas eu não sou romântica, sou só sensível. essas linhas todas parecem intermináveis e mesmo assim, temo que aqui não caiba tudo o que há dentro de mim de você. desde a primeira vez que te notei pensei em te escrever, eu era anônima e não tinha nada a perder. você era um estranho que eu ficava a observar, eu esperava aquele momento em que você desviaria o olhar, dizem que os olhos não conseguem disfarçar. a minha letra segue firme e meus dedos querem começar a desenhar, quero também saber compor uma partitura pra você e assistir você me dançar. eu sinto que te conheço e lhe escrevo, porque a escrita é coisa íntima e as cartas pertencem aos amantes, então eu te dou a minha palavra de que sou sua. o que escrevo sai assim sem parar e eu não penso em mais nada, e por isso só penso em você. sou bem chata e metódica, mas acho que você pode gostar, porque faço graça da desgraça e tudo vai parecer melhorar. aqui eu deixo a minha declaração, porém não direi quem sou, tenho medo do não.

é você quem ronda a minha mente nas noites solitárias e é você quem esquenta meu corpo quando meu cobertor não dá conta de mim. é você que sabe ser como eu quero que seja e que sorri pra dentro assim tímido, e isso é bom, me faz bem. é você que não me vê e que me faz te ver a qualquer hora. é você que eu quero e peço que seja agora.

ass: anônima.

[eu]

quarta-feira, 15 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

this boy.

depois de ouvir o trio: vini, mari e the cantando, essa música teve um encanto diferente pra mim...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

estudo - 02/ vizinhos

enquanto ele fala sobre sua amada, ela, inquieta, escreve sem parar uma carta de amor, uma carta de amor abandonado. ele resolve pegar o violão. a luz do quarto dela acende e ela lê, voltada pra janela, dele uma carta de amor abandonado. a carta está projetada nela inteira. a menina, que não é muito grande, deixa escapar algumas palavras... o vizinho continua a tocar seu violão e o outro vizinho vê tudo:

"meu,
escrevo para dizer que ainda sinto você em mim. eu tentei te tirar daqui de dentro, mas não foi possível. não sei se sofro mais a dor do abandono ou a dor de te abandonar. considero o seu feito um abandono, até porque não houve feito nenhum. considere o que faço uma provocação, porque talvez isso faça você se mexer. essa carta, escrita assim, com letras inquietas e borradas de lágrimas descontroladas, está aqui para te dizer tudo, ou também não servir para nada, depende de você. o fato é que estou desesperada... não sou fácil, eu sei. mas é difícil compreender que você saia assim de fininho da minha vida, sem nenhuma explicação e sem som, sem cor, sem corpo, sem tato, sem cheiro... você me conhece, não podia ter feito assim, desse jeito. eu não te conheço, mas sinto que ainda é meu. essa carta tem um espaço em branco, que é pra sua resposta, também coloquei alguns selos pra você não ter trabalho de comprá-los. eu preciso de alguma resposta, qualquer que seja. não consigo parar de pensar em você e preciso saber se eu preciso parar, ou se continuo nessa dor constante que me rasga por dentro e me corrói os pensamentos.

as noites tornaram-se tempos de tortura e os dias passam lentamente, e eu procuro vestígios seus o tempo todo. o abandono pode ser falado. você não precisa fugir ou fingir, porque eu não vou atrapalhar os seus novos planos, que antes me pertenciam. eu sou decidida e não morrerei com a tua partida. o que eu quero, de verdade, é que você preencha esse espaço vazio, esse espaço branco, quase cinza.

às vezes até prefiro que diga que já está de partida,

assinado eu."

as palavras projetadas somem, pouco a pouco, elas estão borradas. no fim da carta não há mais nada, a luz é baixa e a música para. do outro lado ele ouviu e prefere não se mexer.

terça-feira, 30 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

obrigada.

este post é especialmente dedicado às pessoas que visitam meu blog.

esse espaço é bem íntimo, muitas vezes não falo coisas de grande importância, é mais desabafo atrás de desabafo. fico muito grata pela atenção dos que passam por aqui e ainda comentam, realmente se interessam por parte do meu mundo em forma de posts. podemos trocar figurinhas e enriquecer meu repertório, não acham? de qualquer forma aí vai o meu sincero agradecimento:

obrigada ;)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

mallu - make it easy.

I feel it all.

Ooo, I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one to hope come
I love you more
I love you more
I don't know what I knew before
But now I know I want to win the war

Ooo, I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one who'll break my heart
I'll end it, don't you start it
The truth lies
The truth lies

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Los Amantes.

¿Quién los ve andar por la ciudad si todos están ciegos ?
Ellos se toman de la mano: algo habla entre sus dedos, lenguas dulces lamen la húmeda palma, corren por las falanges, y arriba está la noche llena de ojos.

Son los amantes, su isla flota a la deriva hacia muertes de césped, hacia puertos que se abren entre sábanas.
Todo se desordena a través de ellos, todo encuentra su cifra escamoteada; pero ellos ni siquiera sabenque mientras ruedan en su amarga arena hay una pausa en la obra de la nada, el tigre es un jardín que juega.

Amanece en los carros de basura, empiezan a salir los ciegos, el ministerio abre sus puertas. Los amantes rendidos se miran y se tocan una vez más antes de oler el día.

Ya están vestidos, ya se van por la calle. Y es sólo entonces cuando están muertos, cuando están vestidos, que la ciudad los recupera hipócritay les impone los deberes cotidianos.

[J.Cortázar]

segunda-feira, 11 de maio de 2009

color bar

ele me observa através das lacunas entre os monitores distribuídos de forma desordenada. vistos de cima é como se estivéssemos em um labirinto de caixas pretas. eu olho fixamente para a barra de cores à minha frente, e em mim sinto a cor vermelha refletir mais forte. sei que está me olhando. eu finjo que canto uma música e você fica na escuta. você vira de costas, e desta vez sou eu quem te analiso. seus cabelos cortados recentemente deixam à mostra sua nuca, essa parte do corpo é uma das partes mais puras, dizem. eu te olho fixamente e sinto minha mão passeando em cima da sua pele e seus pêlos levantam e levitam entre os meus dedos. você está com calor. o clima é de ar condicionado, que não nos condiciona a nada, porque nesta loja só estamos mesmo eu e você e a nossa temperatura, que é a mesma.
me parece que todo lugar que vou encontro alguém pra me olhar. meus olhos estão atentos aos olhares dos outros, e você agora é vítima dessa busca e desse desespero, porque eu estou desesperada.
é chegado o momento de encontrar alguém, foram tantos os desencontros que agora é a hora de dizer um grande SIM pra qualquer um, porque escolher demais anula a possibilidade de se surpreender. então quando você sai da loja e resolve me olhar pela última vez eu sei que vou ter a sua ligação. eu não sei quem é você e você não sabe quem sou eu, e jamais saberemos e assim será para sempre, porque os amantes não descobrem um ao outro, apenas se descobrem em cima de expectativas geradas em cima de sua vítima. se alguém quiser ser minha vítima tem que me encontrar sem querer em alguma loja de monitores antigos com barra de cores que refletem e possam fazer deste momento algo mágico, igual no cinema. eu quero não saber do fim e quero esperar pra você começar alguma coisa, porque eu estou cansada de mostrar que estou aqui. eu já faço muito. eu não quero amor de mentira, de passar o tempo. eu quero que você não tenha tempo para nada e olhe pra mim e me dê apenas o que minha nuca pede, essa parte do corpo é umas das partes mais promíscuas, dizem. eu não saio do lugar e aproveito a situação em que você me colocou, finjo até que tenho tiques que não tenho, e finjo ser séria para que você não ache que tudo será assim muito fácil. eu quero guardar você deste jeito, porque não quero muitas falas, só quero mesmo você me olhando, sempre, porque sou carente. no máximo espero que você cante e não necessariamente as mesmas músicas românticas de sempre, porque isso eu e a nova brasil fm temos em arquivo. eu quero as suas palavras e a sua melodia, coisa que ninguém saiba e que seja só minha. eu vou te escutar e vou dançar dentro dos seus braços e você vai me apertar em alguns momentos. aperta o meu corpo, aperta o meu amor e me sufoca, me faz sentir que eu sou sua. eu quero um amor novo e quero logo, mas tem que ser do meu jeito e inesperado porque eu sou assim e também porque estou cansada, triste e com muito amor acumulado. não quero saber seu signo nem nada detalhado sobre sua família. eu quero deitar no seu colo e iniciar um filme. quero que você me interrompa e não deixe eu assistir nada além de nós. então, assim que eu colocar o vídeo, você pode pausar na parte da color bar? deixa ela lá no tempo dela, com seu arco-íris pra iluminar a nossa sala. apaga tudo e aproveita, aumenta o som da sua voz pra eu sair da angústia do som da color bar. que cores você quer que eu seja pra você?

porque eu posso ser de todas.


eu.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

eu quero:

um abraço demorado de saudadeterna.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios" - II

queremos o que não podemos ter. é normal, saudável. o que diferencia uma pessoa de outra, é o quanto cada um quer o que não pode ter. nossa ração de poeira das estrelas.

[Schianberg, o mais obscuro dos filósofos do amor]

sábado, 18 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

James Morrison - You make it real.



[paula manzo, nossa pops]

"eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios"

"... porque nenhuma vida está completa sem um grande desastre."

[Schianberg]

a mulher.

espio a mulher. estou na porta, bem de canto pra não ser vista. ela lava a louça da macarronada de domingo. o sol ilumina a cozinha através de uma enorme janela de vidro, em um dos vidros há um furinho bem pequeno e fino e é por ali que entra um feixe de luz diferente da vasta iluminação. ela coloca água quente em um balde e joga os talheres dentro, pega o detergente de cor esverdeada e espreme até o fim na esponja novinha. quando começa a lavar uma faca as espumas se misturam com a luz, ela abre a torneira e molha um pouco a esponja. quando aperta sai um monte de espuma e bolhas, fica tudo colorido. sem perceber passo muito tempo ali. ela já está passando o café. e tudo brilha, porque a luz do sol é muito forte. dizem que no interior o sol queima diferente, então ele ilumina diferente também. ela é caprichosa e tira do armário bolachinhas com recheio de goiaba dentro. a mulher sabe que nessa idade o que lhe resta é o capricho e a vaidade. vê-se no tom do batom e nas estampas da roupa. eu sei que a mulher se esqueceu de muita coisa, mas que guarda as que mais precisa saber. ela está cansada, obteve muitas conquistas, mas falta um alguém. saí de lá e fui me olhar no espelho pra ver em que já me pareço com ela. fiz caretas e ela se aproximou, me deu uma bolacha. eu aceito. ela volta e diz: cuidado, menina! mastigar na frente do espelho não é bom, você vai ficar com a cara torta. resta para a mulher o dom de inventar também. parei de mastigar para terminar de me olhar no espelho. eu tenho os olhos dela.

[eu]

terça-feira, 10 de março de 2009

osho

Nunca veja o mal em ninguém, veja o bem.
Mesmo quando o mal for demasiado, tente encontrar o bem.
Porque é impossível se encontrar um homem que não tenha nenhum bem em si.

E o que quer que você veja, cresce em você.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

.

um ponto bem pequeno,
um pontinho
pode ser colorido, vazio ou preenchido
você pode achar que é uma pinta ou um borrado
ele pode estar de lado, mas é bom ser resgatado
este ponto é de parada e não mais de partida
este ponto indica a despedida

com a tinta ainda fresca coloca seu dedo em cima dele pra ficar tatuado
ele é pequeno, não se preocupa!
o medo só te afasta da próxima linha,
porque ele é de fim pra te empurrar um novo começo
um ponto crucial,
ele é o ponto final

.
[eu]

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

calor(humano)

ela é quase nada,
de tão miúda, dizem que ela s o m e

ela se d e s m a n c h a no calor
gosta de janela e de brisa bem fresquinha

quando cai a noite, ela olha bem pro céu pra tomar banho de lua.
de banho tomado, com aroma de vento na pele, ela suspira:

- ah... essa estação também é minha!
[eu]

f.r.i.e.n.d.s - II


domingo, 1 de fevereiro de 2009

adeus você.

É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também, Para que minha vida siga adiante.

[los hermanos]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

deusa urbana.

com você eu tenho medo de me apaixonar
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele, tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar


com você eu tenho mesmo de me conformar
eu tenho mesmo de não me conformar
sexo heterodoxo, lapsos de desejo
quando eu vejo o céu desaba sobre nós


mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu queixo, seu pêlo,
sua coxa
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais. sou só
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu cheiro, seu pêlo,
cê toda
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais. sou só


[caetano veloso]
, E U T A M B É M .

domingo, 18 de janeiro de 2009

Veneza - me - quer.

foi uma luta te manter em meus planos,
quase te perco.
acordo bem cedo e sigo em sua direção,
seus ares finos e gelados me envolvem e viro um vento seu.
o que vejo: caminhos, às vezes um varal, portinhas de meu tamanho, sou sua.
eu provo seus doces, você me tira leviandades.
eu quebro sua máscara e a levo em pedaços comigo,
eu fico a olhar o que resulta de seus labirintos.
na volta eu penso em voltar, assim que me vejo sem você, te vejo em fotos que acabo de perder.
parece que você me quer.
é tão claro: Veneza quer que eu volte,

e eu voltarei.

[eu]

domingo, 11 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

longe.

estou aprendendo o significado completo da palavra saudade.
e eu queria entender essa lógica estranha da distância, de longe parece que a gente sabe quem realmente ama.
e também sabe que o melhor lugar do mundo, independente de qualquer coisa, é nossa casa.

eu descobri lugares perfeitos, paisagens incríveis e entendi que muita coisa nessa vida (quase tudo) são só de passagem mesmo.

então desapega.

[eu]