terça-feira, 30 de dezembro de 2008

calle de las eras.



bonitinha, essa ruazinha me recebeu. estive em um apartamento aconchegante e descobri novas pessoas, novos amigos até. dizem que no frio as relações sociais ficam mais propícias. pois bem, estou no calor humano e me encontro na calle de las eras...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

the last show. 21/12/08 - SP - Morumbi

é bem pouquinho, mas já dá pra sentir a emoção que foi quando ela cantou essa música (miles away)!!

inesquecível!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

natal, ano novo, vida nova e essas coisas todas...

dizem que quando vira o ano o correto é agradecer por tudo de bom e de grande importância que aconteceu, e não ficar listando pedidos. faz sentido mesmo, mas é difícil deixar de fazer pelo menos um pedido. então eu inventei uma tática que une o útil ao agradável, é o seguinte: vou agradecer pelo que vou pedir, como se o que eu desejo já estivesse se realizando, assim eu concretizo as duas coisas de alguma forma.

quanto ao ano que se foi (que ainda está se despedindo, na verdade), posso dizer que foi o mais turbulento que tive, sempre tento levar essa palavra no bom sentido, e é mesmo. porque mesmo acontecendo algumas coisinhas não tão agradáveis, o que vale é realmente o que me fez nova, diferente e pronta para mais um ano de muitas descobertas. porque é disso que é feita a vida, de grandes e pequenas descobertas, dentro e fora de mim.

espero que as novas pessoas que agreguei à minha vida como família mesmo não sumam nunquinha, espero que as pessoas de sempre continuem as de sempre e que as dispensáveis sigam suas vidas, seus caminhos.

não que eu seja fã do Natal, mas boas festas para todos!


*férias merecidas aí vou eu!

Quelqu'un m'a dit

domingo, 14 de dezembro de 2008

Eu não sou da sua rua
Eu não sou o seu vizinho
Eu moro muito longe, sozinho
Estou aqui de passagem
Eu não sou da sua rua
Eu não falo a sua língua
Minha vida é diferente da sua
Estou aqui de passagem
Esse mundo não é meu
Esse mundo não é seu

[marisa monte]

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

arrufos.



Belmiro de Almeida, 1887.

domingo, 30 de novembro de 2008

sobre o amarelo. parte II

eles então se esbaldaram naquele jardim já citado.
- vamos embora?
- aham...
- ué? vem!
- eu não consigo.
- mas eu consigo, e você não?
- pois é!
- você quer ficar, é isso?
- pode ser. e você?
- então eu fico.
- mas o que você queria fazer?
- eu queria água.
- hum, então vai. vai beber sua água.
- não, eu fico.
- eu não sei o motivo, mas estou sem sede. sem sede alguma.
- você é estranha, estou com muita sede. sabe quando você bebe água e sente ela descer pela sua garganta? sabe? como se uma correnteza fosse deságuar nos caminhos do seu corpo? é uma sensação realmente aliviante.
- aliviante?
- é.
- aliviante existe? ou você inventou?
-claro que existe, de alívio.
- eu não quero o alívio, ainda.
- eu quero, e quero dilúvio.
- você quer muito.
- eu quero...
- engraçado... cada um quer ir pra um lado.
- mas eu to aqui com você.
- mas eu quero alguém que não consiga sair daqui, eu quero alguém que grude.
- entendo.
- então vá!
- eu só vou buscar água, é rápido. você também quer?
- eu não quero. ah, e quando você voltar serei outra.
- então terá sede?
- não!
- eu volto.
- e eu fico.

ele foi. ela chamou:
- ei, me beija?
pausa (o beijo é a pausa)
- você mudou de cor.
- eu sei. mas não sou outra, continuo doce, grude, amarela. você vai voltar?
- volto. mas volto com água pra mim, e pra você... um quindim. o que acha?
- então eu acho que você já é outro.

. [eu]

domingo, 23 de novembro de 2008

carta aberta

enquanto os semáforos das ruas alternam entre tons esverdeados, amarelo e o vermelho-sangue-urgente. enquanto as ruas acordam com ruídos urbanos, enquanto eu durmo, enquanto eu amo. enquanto o sol tenta nascer, enquanto a chuva demora, mas cai em desesperadas gotas pesadas. enquanto cada tempo está no seu tempo e muda, de tempo em tempo, ela está lá, imóvel. ela era mais forte, ela está pálida.

hoje fui te ver, minha querida. e não contive nada, nenhuma lágrima. só o que vejo é você, só. mas a dor que esmaga meu peito é não poder fazer nada.
eu, jovem que sou, forte pra tantas coisas, paralisada. você sempre tão linda. seus brincos, suas mãos delicadas de unhas sempre feitas em cor rosa antigo e seu cabelo pintado. sua vaidade não se foi, ainda. e o resto todo, o resto que era corpo e agora é resto, está indo. um corpo definhando, imóvel e entregue. não se entregue!
hoje eu te vi.e você não sorriu. eu sinto tanto...tanto! tanto que me culpo por achar que estou a viver uma juventude de futilidades quando te vejo assim. você é amada, tão amada, tão amada... eu choro em lágrimas rápidas que dançam em meu rosto e você me pede pra parar. eu não quero te deixar. você está cansada. eu faço um pensamento positivo pra te passar entre as ondas de energia, através da tal da metafísica, através de uma fé que nunca tive e que está forte circulando em minhas veias, a força de minha juventude. é essa força de mulher nova que se sente madura, de garota com rosto puro, de vivência e sofrimento que não chega ao seu, é essa força que vai te ajudar. é isso que eu posso fazer. não vou rezar, porque não faço isso com freqüência, mas vou te amar. te amar muito.
hoje eu te vi. e quando entrei no seu quarto era você, só, na janela, com um espelho na mão. quando fui me despedir cheguei bem próximo de seu rosto. tão cheirosa. sabe que, você deveria deixar seus cabelos brancos a mostra? não precisa ficar pintanto, elza! você tem a beleza de mulher viva! dei um beijo em sua testa e você largou o espelho de uma das mãos e tocou meu rosto, me olhou. era a força de uma mulher pulsando nas pupilas de seus olhos azuis-esverdeados àsvezesclarosàsvezesescuro. e eu não consigo parar de chorar.

enquanto o tempo passa fora de seu quarto, enquanto eu envelheço l e n t a m e n t e, quero que seus olhos mantenham o que resta de sua força. os seus olhos me dizendo tudo. e os meus te olhando e reforçando os seus. minha vida é sua. minha força é sua. eu aperto sua mão.

e o resto, é só resto. e a vida? a vida cabe dentro de seus olhos.
te amo,

sua.

[eu]

sábado, 15 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

, consid(era)

a verdade é que não fosse aquele desdém, aquela frieza, a falta de coragem, o não ao invés do sim, o sim ao invés do não, o arraso, o descaso. não fosse o clima contribuindo com dias chuvosos, o tempo acelerando o relógio e retardando a dor. não fosse a ação desmedida, a fala repetida. não fosse cada atropelamento, cada impulsividade e pequena maturidade. não fosse uma dor que toma o peito por inteiro. não fosse nada disso! eu seria, hoje, um outro alguém. um outro que já existia e que iria continuar.
eu descobri pra que serve a decepção. não é pra desconsiderar e não é pra rancor nem mágoa. é pra gente abrir os olhos para o que está na nossa frente e depois olhar pra si. porque, no fim das contas, só a gente mesmo consegue curar a própria dor.

vive então:
[eu]

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

e hoje é o dia dele!



é o dia desse garoto ultra-romântico, que (en)canta e que é doce que só!
este post é em sua homenagem, tá?

RUFFOS, PARABÉNS!!!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

hilda hilst.

"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

aqueles dois.

"... Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las."

[caio fernando abreu]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

cortei os cabelos.

a gente corta o cabelo pra jogar um monte de coisa fora.
o mais engraçado é que, bem hoje, eu tava num apegoquesó com o que se foi. resolvi então escutar músicas lindas. aí fechei os olhos, não pra dormir, fechei pra sentir mesmo.
eu, amiga do sr. tempo que sou, relembrei tantas coisas... sem fotos nem cartas, só com trilha mesmo.
então eu entendi que é só se concentrar bastante que a gente "vive" de novo aquilo que passou. eu senti de verdade coisas que se foram.
só que o tal do amigo tempo não me deixou sentir por inteiro, porque ele me mostrou que não adianta relembrar sozinha, nem achar que a memória é viva. o que fica guardado está de lado, é apego vazio. aí pra não ficar chato, ele me apresentou a nostalgia, ficamos amigos.

sintam-se fortemente abraçados, aqueles que estão na lembrança e aqueles do dia-a-dia, afinal hoje é dia de nostalgia...

ai ai...

saudade de você,


eu sei exatamente a hora que eu preciso te encontrar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

piada interna, ou é o fim da aventura humana na Terra.

bom dia, bom dia.../ é bolo de quê? /ai que (in)estalo! /aaa... tchim! /faz a louca. /rodani?/ então, vamos lá... silêêêncio. /ai thiago, não me apressa! /ei, tem alguém no cincomil?/ andré, andré e o dimer? /aarteeee. /tem conti? /essa roupa de novo, ruffos?/ ai que frriio!/ água, água, alguém quer água?/carpem noctem./ mano, a maíra tá em cima do telhado da escola./ fii, vamo ficar quietinho?/ calha boca putáiada!!/ chama-me de senhora, senhora!/ sasaricou ontem, né?/ sai da frente que tá quente! tá quente!/ você já fez o ritual da xirrita com ela?/ aii, que gostoso!/ oi chefe!/ a moça afogada. moça, moça./ tãnãnã./ sabe a marca de roupas do zeca? armaniii./ ô patrão, me empresta dez reais?/ bebê, quer uma balinha?/ se sabe lourdes que a mariana não pára quieta./ aii marta, o joão não termina aquele portão menina./ ô coisa!/ pães e méis./ papagaioôô./ gênio./ titica! é titica!/ maçã poodre!/ obrigado, mamãe./ ihh, cerrteza que foi o igorr./ tarsila, peloamordedeus tira essa menina daí./ ação!/ ah, mas lá em goiânia era tudo diferente./ ôô rafa, rafa, vamos mais uma? teve um finalzinho de avião aqui./ gótimo./ do que você tem medo?/ sabe o que é thereza, é meio grande./ boom./ minduca aí não dá pra você ficar, cara./ tudo borboletando, né?/ ai rafael gomes, ai maria isabel./ fran fran fran fran.../ brandãooo, cadê você??/ itabiroba!/ mais animação michel/ jãn, meire, mailra, mayalra, therelza, tio lucci, iguito gaguito, olá- iá, lelê? lelêzinhaa, cunha./ alto lá!/ quem tá falando lá fora?/ é que a andréia chegou./ ahh! não sabe o que é, deixa./ professor, eu super sei o sermão./ lili, o que tem de sobremesa? canjica e gelatina!/ I don't liiike./ minha caipirinha linda./ garoto, você fica na sua hein?/ sa sa saricando./ tô passando o chapéu./ aiii, eu te amoo, o meu sangue ferve por você./ manequim, seu sorriso é um colar de marfim./ only seventeen, oh yeah, you can dance.../ bye, bye, bye, bye./ you are my fire, the one desire./ she's so luck, she's a star./ as coisas querem sorvete, maçã, banana, limão./ eu devo estar completamente avoada./ camões everybody everybody, camões everybody./ eu não sei dublarrr, sou travestiii./ e nessa loucura de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências./ daqui pra frente, tudo vai ser diferente, você vai aprender a ser gente./ mas essa equipe está terrível hoje!/ pronto, falei, pronto, já disse./ lemos?/ acabooooooo./ já pediu o táxi?/ liga pra aulices./ assim fica tudo mais prontinho, né?/aloR?/ só um misssnutinho./ ei, alguém tem uma ordem do dia pra me dar?/ temos menos dinheiro hoje do que tínhamos antes./ aii tá acabando, vai acabar./ ruffos, até amanhã...

(eu só sei que amanhã, meio-dia eu to com a minha latinha na mão)
A U S Ê N C I A.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

é zélia duncan.

Não
Eu não vou
Escrever pra você
Não pode ser
Porque não te conheço de fato
Não sei o cheiro
Não sei o tato
Apenas rebato o desejo
No espelho da canção
Disfarço o sim
Cantando o não
Tudo por abstração
Tudo pura abstração
Não, é pra você esta canção

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

em fim.

numa noite de luar, sentou-se. quis que fosse em frente ao mar. mas não era vento de maresia gelada que batia em seus cabelos. era brisa quente e poluída, o ar seco da avenida. então, observando a luz dos carros enfileirados partiu pra tantos lugares, que parecia que seus olhos estavam fechados. ela pensou como é maluca essa coisa da gente. as pessoas se conhecem, se relacionam...e ficam afetos, desprazeres. ficam vontades e extravagâncias. ao longo da vida a gente aprende que tem gente que é só pra dar aquele alô de data comemorativa. alô? e aquelas pessoas que você não gosta de reencontrar. preguiça. tem aquela pessoa única, só que é mais de uma que você considera única. verdade. tem aquele tipo que você não acredita que conseguiu encontrar no meio de tantos. acaso. e a pessoa que você deseja perder no meio de tudo. descaso. então, ela despertou junto com as buzinas que, aos poucos, foram diminuindo. aí que percebeu, tudo tem sua medida. ela cresceu. começou a equilibrar o sentimento desvairado. primeiro tem que cuidar de si. é só olhar pra dentro e conversar com você. se levantou. andou como quem pisa na areia grossa, com buracos-surpresa. de costas, abre os braços e renova tudo que tem dentro do peito, sabe que tem gente que ela só deve respeito. tem gente que ela deixou no buraco da areia. e teve gente que se jogou mesmo. olhando a lua amarelada, inteira, pronta pra ser explorada, que ela viu as possibilidades da vida. uma lua cheia. mudanças. tanta gente pra conhecer, tanta coisa pra descobrir.
corre pra casa, abre seu bloquinho e escreve: " hoje ouvi uma voz que me disse assim: pra uma coisa começar, precisa ter um fim. pois bem, não chore mágoas nem deixe a saudade te estacionar nas lembranças. saiba que pra frente é onde há esperança e você que escolhe quem é que fica e quem é que dança -

era a voz da lua."

[eu]

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

é mais ou menos assim.

- então você concorda que essa cor é daquelas enjoadas?

- eu acho doce.

- eu quero saber! se você quiser um doce, é dessa cor que ele vai ser?

- pode ser.

- um doce bem doce?

- é.

- ah, então você concorda!

- eu não disse isso.

- tudo muito doce é enjoativo. eu gosto mesmo é do amargo.

- eu gosto mesmo é de me esbaldar, até enjoar. e assim mesmo, depois de guloso, se eu cair em um imenso jardim de quindim vou deitar, me arrastar e provar e lamber... eu quero chuva, quero tinta, quero grude e quero pinta! sou daqueles que precisa de confete pela vida. o que amarga é penoso. é como aquelas noites em que você está sem sono e pede que ela escureça mais e mais, e nunca é suficiente, daí você se encolhe e pede em amargas preces: quero ser oculto.

[eu]

this very secret.


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

porque ser era infinito/ eu estou sendo.




"Lóri estava fascinada pelo encontro de si mesma, ela se fascinava e quase se hipnotizava."
C.L

sábado, 27 de setembro de 2008

antes de dormir.

ele deitado, coberto com um edredon pesado. ela ao seu lado, encolhida. um frio que passa pelos microfuros das meias. luzes apagadas. uma luz de fim de tarde entra pelas frestas da janela. os dois juntos em uma cama grande. o barulho da chuva fina entra em seus ouvidos e em suas mais profundas reflexões sobre si.
ele não olha pra ela. seu olhar é fixo, um olhar que atravessa o teto.[tempo] ela repara nele, em seu rosto, sua pele, passa os dedos leves e certos: testa e desce, nariz e desliza, boca e pára. sente. [uma respiração] ela:
- o que foi?
- não sei... eu... não sei.
- é, eu sei.
- você sabe?
- não, eu sei como é.
[pausa] ele:
-me diz.
- não preciso, você quer escutar de mim o que escuta de você o tempo todo.
- eu quero.
- não.
[ele respira fundo, vira seu corpo para ela]
- que grande confusão. tô com uma coisa aqui que não sabe se sai ou se fica.
- você quer que ela saia?
- se ela sair não sei o que será.
- é, eu sei.
- você sabe como é?
- eu bem sei, ela é uma força já.
[eles se olham fixamente e se aproximam mais. um rosto bem em frente ao outro, bem perto. uma respiração quente. a chuva vira música. ela está em seus braços]
- e agora?
- a gente não faz nada. não se mexe.
-tá.
[pausa]
- você está bem...?
- eu também.
[música] e do alto se vê como são vistos dois amantes. encolhidos, quase que escondidos, numa imensidão. uma cama, tudo branco. o espaço, o vazio.
eles compartilham o medo, e eles estão juntos agora.

.

[eu]

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

secador, maçã e lente.

podeserquesim podeserquenão quetudoaconteça comoaconteceucomumamigodeumamigomeu

êvidaatoa.

[érika machado]

a bailarina e o astronauta - tiê.

sábado, 13 de setembro de 2008

lampejos.

depois que tudo acabar eu vou cortar o cabelo e fazer dinheiro
e quando o fim chegar eu vou correr pro mar, viajar o ano inteiro
quando o último "não" soar, eu vou dizer pra mim um enorme SIM

lampejos, lampejos, lampejos

[eu]

cabe tudo aqui.

todos os defeitos do mundo estãodentrodemim.
e cabe tudo aqui nesse miúdo
é só espremer bastante que dá pra sentir o cheiro do gosto de tudo
eutenhodetudo [stressmauhumoratrevimentopudorciúmecontroladororgulhorancorgularaivagrosseriadúvidainsegurançadorfalhapreguiçafalsamalícia...]
sou daquelas que acorda do outro lado, que chove no molhado depois do leite derramado
impossível
sou daquelas que sentesentesente
impaciente
aquela que mentementemente
todos os defeitos do mundo estão aqui, é só reparar

[me]tente.

eu.

Les Chansons D'Amour

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

aquele céu bem além do que se vê.

o que sobrou daquele céu
lâmpadas que piscam prestes a apagar.

[apagou]

eu sei que você é capaz de me levar de volta.
eu ficaria no meio do tudo(de novo)mas não quero.
não quero mais brincar de insistir.


eu sei de tudo que você é capaz.

[só]não quero mais.

eu.

e.e. cummings

i(abe)mó
ve(lha)lvocê(na)está(única)
dorm(rosa)indo

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

.

Deixa o coração
Ter a mania de insistir em ser feliz
Se o amor é o corte e a cicatriz
Pra que tanto medo
Se esse é o nosso jeito de culpar o desejo.


[marisa monte]

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

[t.o.q.e.s.p.d.]


pág.14/15 ou "o faz de conta"

"... sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, não Lóri mas o seu nome secreto que ela por enquanto ainda não podia usufruir, faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranqüilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro
- pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver. "

[C.L]

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

inês.


tic tac, tic, tac, tic tac

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ela procurava e não via, ele não via que ela não vira, ele que, estava ali, no entanto. No entanto ela que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

[C.L.]

CAIXA DE VOZ.

quando ouvi o tremer angustiado, aquela vibração que assusta e te espera, eu soube que era você. um aviso: MENSAGEM. eu me atropelo com os dedos.e, rapidamente, como quem nunca escutara a sua voz, aguardo. eu espero como se soubesse que eu precisava daquele timbre. sinto um meio sorriso de canto, que se abre aos poucos, automático. e o início se dá com saudações íntimas. o tempo passa e não há nada que mude as velhas manias que construímos, os moldes que deixamos um no outro. somos mais que amantes apaixonados, somos errados. sempre proibidos. e a escuta é pelo olhar arregalado, pela respiração inquieta e quieta. parece que voltamos a ser o que éramos antes, por alguns instantes. eu sou sua. você me diz o que eu quero ouvir. e mais nada. nada. a repetição é uma rua sem saída. não há mais nada que ele diga, a não ser eu te amo. e só o seu grave, trêmulo, sem mais receios, dá sustentação pra tal verdade. uma louca vontade de gritar, de poder te escolher. eu acreditava nas escolhas, embora nem sempre podemos cumprí-las por inteiro. assim que tudo fica mudo, eu escuto uma voz mecânica, pronta, que me direciona pra tantos caminhos, números, asterisco. mas, meu amor, eu prefiro nem responder. eu aguardo. e guardo, com apego, a sua mensagem. sempre que eu te quiser assim, neste tom, eu vou te ter. é só eu apertar um botão e eu tenho, de novo: eu e você.

eu.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

domingo, 17 de agosto de 2008

fiona.

Love ridden, I've looked at youWith the focus I gave to my birthday candlesI've wished on the lidded blue flamesUnder your browAnd baby, I wished for youNobody sees when you are lying in your bedAnd I wanna crawl in with youBut I cry insteadI want your warm, but it will only makeMe colder when it's overSo I can't tonight, babyNo, not ‘baby' anymore - if I need youI'll just use your simple nameOnly kisses on the cheek from now onAnd in a little while, we'll only have to waveMy hand won't hold you down no moreThe path is clear to follow throughI stood too long in the way of the doorAnd now I'm giving up on youNo, not ‘baby' anymore - if I need youI'll just use your simple nameOnly kisses on the cheek from now onAnd in a little while, we'll only have to waveNo, not ‘baby' anymore - if I need youI'll just use your simple nameOnly kisses on the cheek from now onAnd in a little while, we'll only have to wave.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

porque era níver da mônica...


aí tivemos que comemorar, sabe como é...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

coisas para escrever antes da folga

e nosso lema hoje foi equipe unida.
digamos que equipe unida jamais será vencida pela epopéia que foi filmar no Centro.
sim, no CENTRO.
mas não nos deixamos abalar pelos ventos cruzados, finos e gelados
pelos figurantes espontâneos, alguns generosos, outros um tanto invasivos
pelos carros que costumam parar bem ali, onde a atriz tem que pisar
pelo cansaço de andar e andar sem ter onde sentar
a camiseta ao contrário, o horário, o horário...
o garçom atrapalhado, o sol inusitado,
e tantas outras cositas que superamos de forma aventureira
forma tal justificada após nossa tradicional sobremesa.

ah! se não fosse a sobremesa.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

eu sou de água.

o medo da queda
vira um mergulho mal feito,
um atrito no peito.
eu sei do medo.
quando o salto bem feito, a ânsia é liberta.
eu sei da ânsia.
eu não sei da água.
a vida é assim mesmo...
você não sabe se é a hora certa de pular
e a tensão pode te machucar.
então sente aquele vento, saiba o momento
e leve, eleve...
porque quando você mergulha de cabeça em qualquer coisa que seja,
a água parece abraçar o seu corpo,
e é aí que você sente vontade de pular de novo.

[,não é?]

eu.

doce o mar, perdeu no meu cantar.

É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar
Será, Morena?
Sobre estar só, eu sei
nos mares por onde andei
devagar
dedicou-se mais o acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?

[los hermanos]

domingo, 3 de agosto de 2008

zzzZZ...


é isso mesmo.

as afinidades eletivas.

" E assim descansam os dois amantes um ao lado do outro.
A quietude paira sobre sua morada; anjos serenos, seus afins, olham-nos do espaço. E que momento feliz aquele em que, um dia, despertarão juntos!"

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

o que escrever na sua folga

e tá tudo bem assim apressado
com o tempo contado
mas não é que, de repente, tudo vira cena?
aquela frase curta tem tempo de sobra
aquele texto em papel reciclado agora toma formas
e o moço de barba mágica bem sabe nos guiar
e aqueles que se entregam mostram que há mais pra se criar

quanta liberdade! eu já sinto saudade
eu quero fechar os olhos e sentir o vento da Ismália
e abrí-los em uma ilha inesperada
quero ouvir os gritos de silêncio
e me irritar com aviões e ruídos lentos
quero brincar de esperar
e reparar, e reparar
perceber que é tudo de propósito
os amassados, os usados, o resto de comida
tudo isso pra ter vida

e que vida!
é a vida da continuidade,
é a mentira que quer ser verdade,
o som captado no peito
é a marca no chão
a repetição
é loucura, uma a uma.
é sombra e
é luz.

terça-feira, 29 de julho de 2008

sobre o amor.

amor é coisa que se faz a dois,
segredo consagrado por um Deus
à sua escolha, a árvore ou a folha
que se despende do país dos ventos
e que acomete esses seus pensamentos
só seus, só meus, só vossos, sempre nossos.
parece papo de carola, cara?
eu sei, e tenho lá meu pedigree
católico apostólico carioca,
que fui lá nos confins da minha infância
e continuo em meu apostulado
ao lado da galera mais surtada,
que ainda crê na arte sendo vida.
pois eu, se não existisse o tal do amor,
viveria exilado de mim mesmo.

[geraldo carneiro]

é, é a thereza.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

a amanda só me presenteia!

um riso sem um

rosto(um olhar

sem um eu)

cuida


do(não to

que)ou

desaparec

erá sem ru


ído(na doce

terra)&

ninguém

(inclusive nós


mesmos)

relem

brará

(por uma fra


ção de

um mo

mento) onde

o que como


quando

por que qual

quem

(ou qualquer coisa)

[e.e.cummings]

dica da bitinha...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

quarta-feira, 23 de julho de 2008

quase.

m
e

L I B E R T A

juntodevocê

(asSIM)! que Eu

GRITAR

e(se)

d e
r r (a m a) e m

mim(?)

eu.

terça-feira, 22 de julho de 2008

cap. 17 pág. 53

"Aquele que deseja continuamente "elevar-se" deve esperar um dia pela vertigem. O que é a vertigem? O medo de cair? Mas por que sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? A vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos, aterrorizados."

sábado, 19 de julho de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

em ciclos.

e aquilo que um dia foi luz,
aquela roda de loucuras, aquele infinito de prazeres
aquilo que contagia, que flora, que ama.
e aquele circo de paixões, ilusões bem - vindas
as grandes aventuras, a magia.
e o brilho, e os sons
os olhos e os corpos
tudo em vão
tudo, de repente, mudo.
e o que restou
nada pior, a angústia em círculos.

e o que restou
nada pior, os desconhecidos.
aquela dor em pedaços de lembranças, aquela dor do apego.
aprende então, se dê a mão
a vida é mesmo assim em ciclos,

tudo está nas entrelinhas.
as linhas com encontros, as curvas com acasos e o abismo
para pôr fim nos (des)casos.
e o abismo
para aqueles que insistem em não olhar para trás.

chora então.


eu.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

em paris.


Sabia, querida, que os amores
Aqueles mais brilhantes ficam opacos?
O sol maldito do dia-a-dia os submete ao suplício.
Eu tenho uma idéia irrefutável
Para evitar o insuportável
Antes da raiva
Antes da agressão
Do ataque
Da comoção
Antes do sofrimento
E do dissabor
Vamos acabar tudo, por favor...
Não! Eu te beijo e isso passa
Sabe muito bem
Não pode me largar assim
Você achou que poderia partir
Me largando no vácuo
Deste grande amor
Que deve morrer
Mas saiba que eu prefiro
As tempestades inevitáveis
À sua idéia detestável
Antes da raiva
Antes da agressão
Do ataque
Da comoção
Antes do sofrimento
E do dissabor
Vamos acabar tudo, por favor.
Não! Eu te beijo e isso passa
Sabe muito bem
Não posso largar você assim
Eu poderia evitar o pior
Mas ainda vamos ter o melhor
Antes da raiva
Antes da agressão
Do ataque
Da comoção
Antes do sofrimento
E do dissabor
Vamo acabar tudo, por favor...
Não! Eu te beijo e isso passa
Sabe muito bem
Não pode largar de mim assim.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

achei! Polish Poem / Chrysta Bell.

pois é, achei a música perfeita do "império dos sonhos" - uma das...
porém (e sempre há um porém) não achei a cena que eu queria! - a da calçada da fama.
um dia eu acho...
.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

império dos sonhos.


não sei bem ao certo explicar o que os filmes de David Lynch me provocam. é muito forte. ontem assisti "império dos sonhos", acabou de chegar nas locadoras. sim, uma coisa louca. eu gosto do medo que sinto nos filmes dele. é um medo diferente. não, eu também não sei explicar este medo. eu gosto daquela trilha meio que no final, sabe? não nos créditos finais, mas aquela outra antes. vou procurar no youtube e coloco aqui. eu me incomodo com o close estranho que ele faz no rosto das pessoas, as coisas ficam meio assustadoras. evil total! e aquela senhora fúnebre? só quando a cena acabou eu voltei a respirar normal. o mais engraçado é que a minha cara de dúvidas era igualzinha a da personagem, parecia um espelho. quando alguma coisa estranha acontecia eu olhava e ela olhava também! nós, com cara de nossa senhora do "me dê todas as respostas", ou sei lá, nossa senhora das "angústias"! enfim,é mais do que pessoal o que escrevo, não estou aqui para fazer uma resenha do filme. vou assistir de novo. quero tentar definir as partes de realidade e as partes de ficção. ah! depois coloco, como sempre, os trechos que eu gosto! são muitos, muitos! mas antes preciso entender certas coisas, preciso daquela cena em que ela deita na calçada da fama. preciso desta mulher com problemas.

feliz natal.


soneto do corifeu.

são demais os perigos desta vida
para quem tem paixão, principalmente
quando uma lua surge de repente
e se deixa no céu, como esquecida.

e se ao luar que atua desvairado
vem se unir uma música qualquer
aí então é preciso ter cuidado
porque deve andar perto de uma mulher.

deve andar perto uma mulher que é feita
de música, luar e sentimento
e que a vida não quer, de tão perfeita.

uma mulher que é como a própria Lua:
tão linda que só espalha sofrimento
tão cheia de pudor que vive nua.

Rio, 1956
(Da peça Orfeu da Conceição)

[vinícius de moraes]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

nó.

eu tenho um nó
um labirinto de sentimentos
uma lista de razões
eu quero um botão
tudo assim, num click só
eu tenho um emaranhado
ele chega na garganta
ele sai do fundo do peito
e pensar, de nada adianta.
eu tenho um nó.
[eu]

segunda-feira, 2 de junho de 2008

diante da palavra.

Falar não é comunicar. Falar não é trocar nem fazer escambo - falar não é se exprimir, designar, esticar uma cabeça tagarela na direção das coisas, dublar o mundo com um eco, uma sombra falada: falar é antes abrir a boca e atacar o mundo com ela, saber morder.
As palavras não vêm mostrar coisas, dar-lhes lugar, agradecer-lhes educadamente por estarem aqui, mas antes parti-las e derrubá-las. É um trabalho de terraplanagem no subterrâneo mental. Nós, os falantes, cavamos a língua que é nossa terra. Bem no fundo, a fala não é humana; ela não tem nada de humano, ela é uma antimatéria soprada que faz o drama do espaço aparecer subitamente diante de nós. Pensar não é ter idéias, gozar de um sentimento, possuir uma opinião, pensar é esperar em pensamento. O pensamento não pega, não possui nada: ele vela, espera. Falar não é ter algo a dizer e saber se exprimir, mas esperar também a fala. Não há nada que esteja mais no segredo da matéria do que o mistério verbal.

[Valère Novarina]

te perdendo eu



cresci tanto que eu não sei se quero mais te encontrar.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

aquela saudade.


luna clara & apolo onze

" a única certeza que temos é a nossa ignorância."

" toda loucura tem que ter um pouco de juízo e todo juízo tem que ter um pouco de loucura."

"o que acontecer entre uma hora e outra, entre um ponto e outro, e depois de tudo, será coisa de uma das estranhas coincidências do destino, muito provavelmente."

"... pois um amor que dura até o outro lado - esse sim é um amor que vale a pena."

" e para que serve um dia que só serve para esperar o próximo?"

"quero usar o verbo querer por aí..."

"os avisos só servem atrasados, quando servem não servem mais."

"despedidas de perto têm a enorme desvantagem de uns verem os olhos tristes dos outros."

"pena que a Paixão seja tão amiga da Agonia."

"pois assim é o Tempo, não quer nem saber, passa mesmo em toda parte."

"uma tarde sem SIM geralmente é muito triste."

"se por um lado as dificuldades dificultam, por outro facilitam."

" ai... Nossa Senhora do Chega Logo.!"

[Adriana Falcão]

na natureza selvagem.

meus trechos preferidos:

- "Há um tal prazer nos bosques inexplorados;
Há uma tal beleza na solitária praia;
Há uma sociedade que ninguém invade,
Perto do mar profundo e da música do seu bramir:
Não que ame menos o homem,
mas amo mais a Natureza..." (Lord Byron)

- "Em vez de amor, dinheiro, fé... fama, eqüidade, me dê a verdade." (Thoreau)

-Eles vão se formar. Eles vão se casar. São crianças, são tolos. Só sabem que são inocentes, que nunca machucariam ninguém. Quero ir até eles e dizer: "Parem, não façam isso. Ela é a mulher errada. Ele é o homem errado. Vocês farão coisas que nunca imaginariam fazer. Farão coisas ruins com seus filhos. Vão sofrer de modos que nunca ouviram falar. Vão querer morrer. Quero ir até eles sob o sol de fim de maio e dizer isto. Mas eu não vou. Quero viver."

-Não preciso de dinheiro. Ele deixa as pessoas cautelosas.

-Os únicos presentes do mar são golpes duros e, às vezes, a chance de sentir-se forte. Eu não compreendo muito o mar. Mas sei que as coisas são assim por aqui. E também sei como é importante na vida não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte. Confrontar-se ao menos uma vez, achar-se ao menos uma vez na mais antiga condição humana, enfrentar a pedra surda e cega a sós sem outra ajuda além das próprias mãos e da cabeça.

- A fragilidade do cristal não é fraqueza, mas pureza.

- Se admitirmos que a vida humana pode ser regida pela razão está destruída a possibilidade da vida.

- A felicidade só é de verdade quando compartilhada.

.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

mais adentro.

"Mar adentro, mar adentro,
e na leveza do fundo onde se realizam os sonhos,
se juntam duas vontades para realizar um desejo.
Seu olhar e meu olhar, como um eco, repetindo, sem palavras.
Mais adentro, mais adentro, até mais além de tudo, pelo sangue e pelos ossos.
Mas eu acordo sempre, e sempre quero estar morto...
para continuar com minha boca enredada em seus cabelos."

segunda-feira, 19 de maio de 2008


é sim.

é
friamente
honestamente
muito do que não possuo
algumas das coisas que não tenho
eu realmente

não faço questão.

não, eu digo que não.
não, eu não quis.

eu.

é de lágrima.

é de mágica
que eu dobro a vida em flor
assim
e ao senhor de iludir
manda avisar
que esse daqui
tem muito mais
amor pra dar.

sábado, 17 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

trecho.

"(...) O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão."

[Clarice Lispector ]


terça-feira, 13 de maio de 2008

¿sai dessa?

as pessoas são estranhas
muito mais que eu pensava
muito mais que eu.
quando sorrio pra alguém na rua
já acho que faço uma loucura
sinto cada vez mais que sou muito normal
careta, quadrada, tradicional.
sai dessa menina!
você não é igual?
entra logo pra essa corja
deste mundo animal.

eu.

arte.





magritte.

cat power.


segunda-feira, 12 de maio de 2008

paper bag.

I said, "Honey, I don't feel so good, don't feel justified.Come on put a little love here in my void" -

He said: "It's all in your head" and I said: "So's everything" -

But he didn't get it - I thought he was a man,

But he was just a little boy.

.

fiona apple.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

autoconhecimento.

a coisa mais difícil que tem é entender as pessoas
eu bem sei disso porque sou uma delas
as pessoas são diferentes e tão iguais ao mesmo tempo
mas eu entendi, depois de um tempo, que pra saber lidar com as pessoas e as situações relacionadas a essas pessoas,
é importante, primeiramente, me conhecer
tarefa mais árdua que a anterior, porque eu não me entendo!
me sinto insegura quando faço uma análise sobre minha pessoa
aí, quando alguém me analisa prefiro eu mesma fazer isso
o problema é que eu queria alguém friamente sincero pra me dizer como sou , a gente vai vivendo a vida e se esquece da nossa postura.
vai que eu estou fazendo tudo errado e esqueci de perceber?
vai que as minhas verdades são mentiras, e que eu acho que sei e não sei...
o autoconhecimento é um processo lento
sei disso porque faz um tempo que me descubro
a gente tem que ter desapego, tem que saber ser tipo uma mãe pra gente mas olha, vale a pena!
ah! é tão rico! você se sente mais equilibrada, sabe onde está pisando
e assim, com certeza, saberá lidar melhor com os outros
esses dias eu descobri que a gente tem de tudo dentro da gente
todo tipo de sentimento, de dores, de desejos...
basta a gente acionar um botãozinho que... click, pronto!
você virou uma pessoa bem humorada do nada! e click, pronto! você acordou uma vilã de primeira! e click, pronto! você resolveu fazer as pazes! e click, pronto:

você pode ser o que quiser.!

escolhas...


eu.