Eu tive acesso ao ensino privado, agarrei as oportunidades de trabalho que me foram dadas, mas tenho consciência de que a realidade do meu país é outra. As palavras desta professora eu tomei pra mim, como se tudo aquilo me fosse familiar. Como se eu compreendesse o que é estar em sala de aula tentando 'salvar o Brasil'. Eu tive vontade de salvar esta mulher e todos os nossos mestres que não têm nenhum tipo de reconhecimento, de valorização. Sinto pelos jovens, sinto muito pelos nossos professores.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
fuso horário
era preciso partir.
era fundamental a distância. deixar tudo aquilo um pouco de lado. as relações criadas, esgotadas, suplicadas, exageradas, superficiais... todas as relações, fossem elas de amor ou de ódio.
e não há como explicar uma vontade, tampouco um sentimento.
tudo poderia estar perfeito, de acordo com a ordem natural da vida de qualquer um, mas o tempo, o tempo que ela queria era outro. parece até que ela não era daqui, ela não é de nenhum lugar, nasceu estrangeira.
apesar das coisas acontecerem naturalmente e de o acaso resolver a maioria delas, tudo se torna mais difícil quando você não está no lugar que deveria estar. e isso ela me disse, não era ingratidão. isso tudo que se passava era um desencanto somente.
ela olha para mim com um olhar de saudade, um olhar antecipado. eu vejo em seus olhos que ela já não está aqui.
o sossego de uma paisagem, os sons de um outro lugar, de uma outra rua. a chuva inesperada de uma tarde e a fala, que não é dela.
outra vida, a qual não há discursos gratuitos. ela quer ouvir.
eu entendo esta mulher, eu compartilho com ela toda essa vontade, embora saiba que, como tudo na vida, toda essa ânsia vai passar. antes que passe, espero que você a conquiste. e depois volte, minha querida,
volte.
era fundamental a distância. deixar tudo aquilo um pouco de lado. as relações criadas, esgotadas, suplicadas, exageradas, superficiais... todas as relações, fossem elas de amor ou de ódio.
e não há como explicar uma vontade, tampouco um sentimento.
tudo poderia estar perfeito, de acordo com a ordem natural da vida de qualquer um, mas o tempo, o tempo que ela queria era outro. parece até que ela não era daqui, ela não é de nenhum lugar, nasceu estrangeira.
apesar das coisas acontecerem naturalmente e de o acaso resolver a maioria delas, tudo se torna mais difícil quando você não está no lugar que deveria estar. e isso ela me disse, não era ingratidão. isso tudo que se passava era um desencanto somente.
ela olha para mim com um olhar de saudade, um olhar antecipado. eu vejo em seus olhos que ela já não está aqui.
o sossego de uma paisagem, os sons de um outro lugar, de uma outra rua. a chuva inesperada de uma tarde e a fala, que não é dela.
outra vida, a qual não há discursos gratuitos. ela quer ouvir.
eu entendo esta mulher, eu compartilho com ela toda essa vontade, embora saiba que, como tudo na vida, toda essa ânsia vai passar. antes que passe, espero que você a conquiste. e depois volte, minha querida,
volte.
[eu]
sábado, 21 de maio de 2011
me identifico tanto...
"Gosto muito de ficar sozinho olhando o mar. Gosto muito de futebol. Gosto muito da meditação vazia, sem rumo. Gosto de ficar remexendo na memória, sou maravilhado com o passado. E já disse, sem nenhuma piada, que sou uma alma da belle époque.
Não gosto da minha época, não tenho afinidades com ela. A meu ver, estamos assistindo ao fracasso do ser humano. Isso não quer dizer que mais adiante ele não se levante, mas no momento o ser humano está de quatro."
Não gosto da minha época, não tenho afinidades com ela. A meu ver, estamos assistindo ao fracasso do ser humano. Isso não quer dizer que mais adiante ele não se levante, mas no momento o ser humano está de quatro."
Nelson Rodrigues
domingo, 15 de maio de 2011
vermelho
as vezes eu só quero descansar
desacreditar no espelho, ver o sol se por vermelho
acho graça que isso sempre foi assim
mas você me chama pro mundo
e me faz sair do fundo de onde eu tô
de novo
nada sei dessa tarde se você não vem
sigo o sol na cidade a te procurar
a eu bem sei onde tudo vai parar
já não tenho medo do mundo
sou filho da eternidade
trago nestes pés o vento pra te carregar daqui
mas você sorri desse jeito
e eu que já perdi a hora e o lugar, aceito
desacreditar no espelho, ver o sol se por vermelho
acho graça que isso sempre foi assim
mas você me chama pro mundo
e me faz sair do fundo de onde eu tô
de novo
nada sei dessa tarde se você não vem
sigo o sol na cidade a te procurar
a eu bem sei onde tudo vai parar
já não tenho medo do mundo
sou filho da eternidade
trago nestes pés o vento pra te carregar daqui
mas você sorri desse jeito
e eu que já perdi a hora e o lugar, aceito
Marcelo Camelo
quinta-feira, 5 de maio de 2011
um click
você lá, em pause
em transe
e eu atrás da câmera
relance
eu te vejo
beijo
e almejo
o dia em que nossa vida
vai ser como no álbum de fotografia.
em transe
e eu atrás da câmera
relance
eu te vejo
beijo
e almejo
o dia em que nossa vida
vai ser como no álbum de fotografia.
eu.
Assinar:
Postagens (Atom)

