quinta-feira, 26 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

achei! Polish Poem / Chrysta Bell.

pois é, achei a música perfeita do "império dos sonhos" - uma das...
porém (e sempre há um porém) não achei a cena que eu queria! - a da calçada da fama.
um dia eu acho...
.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

império dos sonhos.


não sei bem ao certo explicar o que os filmes de David Lynch me provocam. é muito forte. ontem assisti "império dos sonhos", acabou de chegar nas locadoras. sim, uma coisa louca. eu gosto do medo que sinto nos filmes dele. é um medo diferente. não, eu também não sei explicar este medo. eu gosto daquela trilha meio que no final, sabe? não nos créditos finais, mas aquela outra antes. vou procurar no youtube e coloco aqui. eu me incomodo com o close estranho que ele faz no rosto das pessoas, as coisas ficam meio assustadoras. evil total! e aquela senhora fúnebre? só quando a cena acabou eu voltei a respirar normal. o mais engraçado é que a minha cara de dúvidas era igualzinha a da personagem, parecia um espelho. quando alguma coisa estranha acontecia eu olhava e ela olhava também! nós, com cara de nossa senhora do "me dê todas as respostas", ou sei lá, nossa senhora das "angústias"! enfim,é mais do que pessoal o que escrevo, não estou aqui para fazer uma resenha do filme. vou assistir de novo. quero tentar definir as partes de realidade e as partes de ficção. ah! depois coloco, como sempre, os trechos que eu gosto! são muitos, muitos! mas antes preciso entender certas coisas, preciso daquela cena em que ela deita na calçada da fama. preciso desta mulher com problemas.

feliz natal.


soneto do corifeu.

são demais os perigos desta vida
para quem tem paixão, principalmente
quando uma lua surge de repente
e se deixa no céu, como esquecida.

e se ao luar que atua desvairado
vem se unir uma música qualquer
aí então é preciso ter cuidado
porque deve andar perto de uma mulher.

deve andar perto uma mulher que é feita
de música, luar e sentimento
e que a vida não quer, de tão perfeita.

uma mulher que é como a própria Lua:
tão linda que só espalha sofrimento
tão cheia de pudor que vive nua.

Rio, 1956
(Da peça Orfeu da Conceição)

[vinícius de moraes]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

quinta-feira, 12 de junho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

nó.

eu tenho um nó
um labirinto de sentimentos
uma lista de razões
eu quero um botão
tudo assim, num click só
eu tenho um emaranhado
ele chega na garganta
ele sai do fundo do peito
e pensar, de nada adianta.
eu tenho um nó.
[eu]

segunda-feira, 2 de junho de 2008

diante da palavra.

Falar não é comunicar. Falar não é trocar nem fazer escambo - falar não é se exprimir, designar, esticar uma cabeça tagarela na direção das coisas, dublar o mundo com um eco, uma sombra falada: falar é antes abrir a boca e atacar o mundo com ela, saber morder.
As palavras não vêm mostrar coisas, dar-lhes lugar, agradecer-lhes educadamente por estarem aqui, mas antes parti-las e derrubá-las. É um trabalho de terraplanagem no subterrâneo mental. Nós, os falantes, cavamos a língua que é nossa terra. Bem no fundo, a fala não é humana; ela não tem nada de humano, ela é uma antimatéria soprada que faz o drama do espaço aparecer subitamente diante de nós. Pensar não é ter idéias, gozar de um sentimento, possuir uma opinião, pensar é esperar em pensamento. O pensamento não pega, não possui nada: ele vela, espera. Falar não é ter algo a dizer e saber se exprimir, mas esperar também a fala. Não há nada que esteja mais no segredo da matéria do que o mistério verbal.

[Valère Novarina]

te perdendo eu



cresci tanto que eu não sei se quero mais te encontrar.